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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011

MPF denuncia Edir Macedo por evasão de divisas
Líder da Igreja Universal responderá ainda por lavagem dinheiro, formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato contra fiéis
O bispo Edir Macedo Bezerra, líder religioso da Igreja Universal do Reino de Deus, e outras três pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por lavagem dinheiro e evasão de divisas, formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato contra fiéis para a obtenção de recursos para a Igreja Universal.
Os três dirigentes da igreja denunciados são o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição e a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa. Eles são acusados de pertencer a uma quadrilha usada para lavar dinheiro da Igreja Universal, remetido ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos por meio de uma casa de câmbio paulista, entre 1999 e 2005.
Segundo a denúncia, do procurador da República Sílvio Luís Martins de Oliveira, o dinheiro era obtido por meio de estelionato contra fiéis, por meio do "oferecimento de falsas promessas e ameaças de que o socorro espiritual e econômico somente alcançaria aqueles que se sacrificassem economicamente pela igreja".
Os quatro também são acusados do crime de falsidade ideológica por terem inserido nos contratos sociais de empresas do grupo da Igreja Universal composições societárias diversas das verdadeiras. O objetivo dessa prática era ocultar a real proprietária de diversos empreendimentos, qual seja, a Igreja Universal do Reino de Deus.
O Procurador da República Silvio Luís Martins de Oliveira também encaminhou cópia da denúncia à área Cível da Procuradoria da República em São Paulo, solicitando que seja analisada a possibilidade de cassação da imunidade tributária da Iurd.
A advogada Denise Provasi Vaz, do escritório Moraes Pitombo, que representa a Iurd e o bispo e ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, afirmou que a defesa ainda não teve acesso ao conteúdo da denúncia apresentada pelo MPF-SP. Para ela, as alegações contra os clientes de seu escritório são “ressuscitadas”. “Outras com o mesmo teor foram apresentadas, sem sucesso, ao longo dos últimos anos”, diz. A advogada lembra que, como há recursos pendentes para determinar qual tribunal tem legitimidade no caso, a denúncia do MPF pode novamente dar em nada.
(Com Agência Estado)
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Sobre Nós, sobre Deus.
Dei a entender, no meu ultimo artigo, que continuaria a escrever sobre o tema liberdade (daí ter colocado: Sobre a Liberdade, parte 1). Todavia, senti o desejo de escrever sobre outro tema. Sigo aqui um conselho do mestre Rubem Alves, que diz que se deve escrever com “sangue”.
Pois bem. Desejo falar sobre Deus. Gostaria de lhes dizer que faz mais ou menos oito anos que “decidi” colocar minha vida nas mãos de um “ser” superior. De lá pra cá, tenho experimentado uma gana de sentimentos bastante contraditórios. Explico. Se por um lado a minha vida ganhou sentido ao “conhecer” (assim entre aspas, já que não e possível conhecê-lo plenamente) a Deus e sua bondade, por outro, enfrentei inúmeras crises de fé nesta jornada.
A palavra “crise”, nas línguas orientais, pode significar “oportunidade”. Chance. É como eu encaro as minhas. Porém, minhas crises não são geradas por perguntas como: Se deus é bom, porque permite o mal no mundo? Ou então. Se Deus e poderoso. Por que não entervem para que catástrofes não aconteçam? Sem duvida isto me inquieta, mas não me faz sofrer. Minhas crises têm haver com perguntas mais relacionadas ao ser humano. Eu me pergunto: Porque o ser humano é tão capaz de ser cruel, se ele é imagem e semelhança de um Deus amoroso? Por que somos tão desleais uns para com os outros, se somos irmãos e irmãs, filhos do mesmo pai celeste? Por que condenamos o próximo ao inferno do conhecimento e da culpa, ao desamparo, ao sofrimento, se sobre nós foi soprado o mesmo hálito de vida? Confesso que pensar sobre isto gera muita dor em mim. Também me aflige perceber que eu mesmo posso ser cruel com os outros. Eu que falo muito em minhas pregações, sobre amor e graça. Sim, eu tento entender por que buscamos na mão aqueles que amamos, somos tão ambíguos com as pessoas. No sentimos tão sós que não me admira que Deus seja obscurecido por nossas solidões. (...)
Philip Yancey acertou em cheque quando escreveu “A pergunta não é onde está Deus na hora da dor. A pergunta correta é onde está a igreja na hora da dor”. E por igreja Yancey entende a comunidade dos salvos que foram resgatados de seus “infernos” particulares e agora trabalham para gerar um céu no meio deste mundo mal. E sabe quem os salvou? Um ser humano de carne e osso: JESUS CRISTO. E sabe quem era esse tal Jesus? Era Deus, que veio sacrificar um pouco as minhas dúvidas que só teram fim quando me encontrar com ele na eternidade.
Por: Marcos Alexandre.
Por que muita gente não quer mais ir à Igreja?
Há um tempo atrás, um conhecido pastor evangélico, escreveu um texto em seu site que trazia no título as palavras “ Estou cansado”. Tratava-se de um sincero desabafo do referido pastor acerca de sua decepção com a instituição religiosa da qual fazia parte.
Suas palavras são lúcidas e cortantes, coerentes com a pessoa do pastor.
Uma amiga minha, numa conversa franca e aberta, me mostrou os motivos pelos quais ela, que outrora fizera parte de uma igreja, não participava mais de nenhuma instituição religiosa. Procurei ouvi-la, compreendendo seus motivos e suas frustrações com as instituições-ela também criticava a universidade, as convenções sociais e afins.
No final da conversa, que durou quase uma hora, tive que dar a mão à palmatória e afirmar que em geral ela tinha razão.
Sejamos honestos: Nem nós, cristão leigos, agüentamos mais o fardo que a religião impõe nas costas de seus seguidores. A gente sabe que ali tem muita coisa humana, demasiado humana, para nós engolirmos como sendo uma “revelação inquestionável de Deus”. No fundo, até mesmo aqueles que praticam corretamente todas as regrinhas da religião, suspeitam se estão mesmo corretos e não sabem explicar por que fazem o que fazem. É só perguntar a qualquer um deles e você verá que não há base sólida para seus comportamentos. Ou seja, suas ações são cegas, e não são acompanhadas de uma reflexão prévia. Trocando em miúdos: não pensam por si mesmos, mas pelos outros é que pensam. É como se tivessem colocado um “chip” dentro de suas cabeças, dizendo o tempo todo o que devem fazer...
Não adianta achar que é zelo defender a placa das igrejas frente ás criticas que hoje se fazem a elas. A crítica deve ser entendida, como dizem os mais sábios entre nós, como sendo uma “profecia externa”,isto é, de fora, que visa advertir a igreja contra seus erros- “já que um cego não pode guiar outro cego” (Jesus). Os mais fanáticos vão me dizer que as denuncias de fora são do diabo, são do mal etc. Mas eu digo: quando uma instituição está cega, Jeremias é tido como traidor, e Jesus é digno de uma cruz.
Não adianta querer se justificar dizendo que a igreja não é o céu, mas o caminho para lá... Porque o pessoal vai com Toda razão replicar que o pedágio ta saindo muito caro...
Já nos idos de 1943, o pastor e teólogo alemão, Dietrich bonhoeffer, nos alertava que, para o cristianismo sobreviver, ele tinha que abolir a religião. Devemos atentar para seu conselho, pois ele é relevante para nós hoje, já que vivemos em um mundo arreligioso, que não quer mais uma religião e sim liberdade. E sejamos humildes com aqueles que mostram nossas incoerências: Sim, a instituição pode apodrecer e morrer, mas a Igreja (com I maiúsculo) jamais vai morrer. Porque ela é o corpo do cristo vivo, sua expressão, sua continuidade, sua representação em um mundo sem Deus. Vele a pena lutar por ela? Vale a pena continuar nela? Dizem que a Igreja responde perguntas que ninguém faz mais... Cabe a nós, como IGREJA, responder as perguntas que as pessoas fazem hoje. Para que a famosa máxima não se repita com tanta freqüência: Jesus é a resposta, mas qual é a pergunta? Deus tem misericórdia de Nós.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
O Salmo 22
Imagine que um dos reis mais importantes da história pudesse ser observado por você logo no início do seu dia. Quem não gostaria, em nossa sociedade ávida por mexericos, de conhecer a intimidade de uma “celebridade” deste naipe? Acho que todos concordam que “TODOS” gostariam.
Pense em como deveria ser vê-lo ao acordar de manhã; em como deveria estar seu rosto, quais seriam suas expressões, suas primeiras palavras diante do novo dia... sua primeira oração... dá para imaginar?
Pois bem, deixe-me lhe dizer uma coisa: mesmo que você tivesse esta chance, com certeza não escolheria o rei Davi para observar. Isto porque Davi não era uma pessoa do tipo que chamamos de “importante”. Ele era um homem atormentado.
O autor da maioria dos poemas do saltério (que chamamos de salmos) era perseguido por uma tristeza que parecia não ter fim. Não acredita que o autor do conhecidíssimo salmo 23 era triste? Então leia o salmo do lado, o de número 22. Nele, você vai conhecer um homem que está na beira de um precipício.
Note as palavras que ele dirige a Deus no começo do seu dia: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste”. Soa familiar? O poema descreve um homem que está magro de tanto sofrer: “ posso contar todos os meus ossos...” A bíblia nunca esconde que seus personagens eram humanos- gente que encharcava a cama de lágrimas. Pessoas quem tinham como testemunha o travesseiro.
Vivemos em um tempo em que as pessoas fazem de tudo para esconder que são feitas de carne e osso, para fingir que não se desesperam.
Os analistas são pagos para identificar e “resolver” os problemas de cada um de nós. Os pastores conhecem bem a arte de iludir seus fiéis, dizendo que a tristeza não faz parte da vida de um cristão autêntico. O hinário atual nada tem haver com livros dos salmos, aquele grande odre de lágrimas, manual das perguntas não respondidas.
Por que não se diz mais aquilo que a palavra diz? Por que não se fala mais de manhãs em que a vida parece não ter mais nexo nenhum... O salmo 22 termina com uma esperança viva de que Deus redimirá a nossa vida das manhãs sem sentido, e das noites insones. Seguros de que não estamos sós, encontramos força para caminhar como a corça, até na manhã mais gelada de nossa alma.
sábado, 13 de agosto de 2011
Passe Livre Federal (texto)
O Passe Livre é um direito como os outros já conquistados pelas lutas da sociedade brasileira. Se você tem algum tipo de deficiência e tem renda familiar per capta (por pessoa) de até um salário mínimo, mande sua solicitação e exerça esse direito.
Abaixo vai o manual do beneficiário que está disponível também no site do ministério dos transportes: http://www2.transportes.gov.br/ascom/PasseLivre/apresentacao.htm
Aqui vão os formulários necessários para solicitar o Passe Livre:
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