quinta-feira, 15 de setembro de 2011



MPF denuncia Edir Macedo por evasão de divisas

Líder da Igreja Universal responderá ainda por lavagem dinheiro, formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato contra fiéis

O bispo Edir Macedo Bezerra, líder religioso da Igreja Universal do Reino de Deus, e outras três pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por lavagem dinheiro e evasão de divisas, formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato contra fiéis para a obtenção de recursos para a Igreja Universal.

Os três dirigentes da igreja denunciados são o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição e a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa. Eles são acusados de pertencer a uma quadrilha usada para lavar dinheiro da Igreja Universal, remetido ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos por meio de uma casa de câmbio paulista, entre 1999 e 2005.

Segundo a denúncia, do procurador da República Sílvio Luís Martins de Oliveira, o dinheiro era obtido por meio de estelionato contra fiéis, por meio do "oferecimento de falsas promessas e ameaças de que o socorro espiritual e econômico somente alcançaria aqueles que se sacrificassem economicamente pela igreja".

Os quatro também são acusados do crime de falsidade ideológica por terem inserido nos contratos sociais de empresas do grupo da Igreja Universal composições societárias diversas das verdadeiras. O objetivo dessa prática era ocultar a real proprietária de diversos empreendimentos, qual seja, a Igreja Universal do Reino de Deus.

O Procurador da República Silvio Luís Martins de Oliveira também encaminhou cópia da denúncia à área Cível da Procuradoria da República em São Paulo, solicitando que seja analisada a possibilidade de cassação da imunidade tributária da Iurd.

A advogada Denise Provasi Vaz, do escritório Moraes Pitombo, que representa a Iurd e o bispo e ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, afirmou que a defesa ainda não teve acesso ao conteúdo da denúncia apresentada pelo MPF-SP. Para ela, as alegações contra os clientes de seu escritório são “ressuscitadas”. “Outras com o mesmo teor foram apresentadas, sem sucesso, ao longo dos últimos anos”, diz. A advogada lembra que, como há recursos pendentes para determinar qual tribunal tem legitimidade no caso, a denúncia do MPF pode novamente dar em nada.

(Com Agência Estado)

Um comentário:

  1. 6 Perguntas, para Refletir!



    1) Uma criança é pura! Jesus disse que das tais é o Reino! No entanto nós dizemos que o ser humano é mau, NASCIDO em pecado! Afinal de contas, uma criança é pura e é da boca dos pequeninos que se tira o perfeito louvor ou são pequenas víboras, nascidas em pecado e não redimidas enquanto não “tomam consciência do pecado” e da salvação?

    2) Adão pecou. Toda a raça humana pecou com ele. É o que chamam de “solidariedade da raça”. Jesus é o segundo Adão! É o que a Bíblia diz. Seu “sacrifício” é a “quitação” do pecado de Adão. Por que isso não se estende a toda a raça? Só somos “solidários” no pecado? A força do pecado é maior que o poder do sangue de Jesus?

    3) Se Deus cria um ser humano e o predestina a não crer nEle, porque o punirá depois, eternamente, num inferno de tormenta e fogo, exatamente por não crer nEle? Este ser humano não é obediente àquilo para o qual foi criado? Por que ser punido por não crer naquilo em que ele não poderia ter crido?

    4) Se Jesus, o Deus encarnado, transformou água em vinho, e ao que tudo indica também bebia vinho, porque os seus seguidores, que se dizem seus imitadores, condenam quem beba vinho ou bebida forte, e expulsam pessoas de suas igrejas por fazerem aquilo que seu Mestre fazia sem problemas?

    5) Por que usamos as leis que nos interessam nos livros de Êxodo, Levítico e Deuteronômio (principalmente os preceitos relativos a sexo e gênero) para punir pessoas que as transgridem e até mesmo para condenar os que tais coisas praticam, mas não utilizamos outras menos interessantes (escravidão, comidas impuras, impureza menstrual, etc)? A lei só é válida para os pecados sexuais? A graça não atingiu esses pontos? Seria preciso um pouquinho mais de sangue derramado?

    6) Se o lema da Reforma protestante é “igreja reformada, sempre reformando”, por que será que condenamos aqueles que questionam pressupostos teológicos antigos? A Reforma foi estagnante? Devemos parar em 1517? Não há mais teologia a se fazer após esse período? Lutero, Calvino e outros não deveriam também ser condenados por questionarem teologias já firmadas de sua época? Por que seguimos esses hereges?

    De José Barbosa Junior no seu site: www.crerepensar.com.br

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